Convergente - Veronica Roth

novembro 07, 2014

TÍTULO: Convergente 
SÉRIE: divergente
Autora: veronica Roth
EDITORA: Rocco
ANO: 2014
PÁGINAS: 526
ISBN: 9788579801860
Sinopse: A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. No poderoso desfecho da trilogia Divergente, de Veronica Roth, a jovem será posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Livro mais vendido pela Amazon no segmento infantojuvenil em 2013, Convergente chega ao Brasil em meio à expectativa pela estreia de Divergente nos cinemas, em abril. A série segue no topo na lista de bestsellers do The New York Times.  (Skoob).
Por fim, resolvi falar deste livro por aqui. Dar adeus a uma série é uma das coisas mais tristes que se passam na vida de um leitor. Seja um final feliz ou triste, saber que você só poderá reencontrar aqueles personagens relendo os livros é um tanto desconsolador. Talvez por isso demorei tanto para falar sobre ele. 
Em Convergente, voltamos a acompanhar Tris, mas agora não há só o seu ponto de vista, Quatro também nos narra sua perspectiva. Depois de descobrimos a verdade, temos que aceitar que por mais que a felicidade pareça estar próxima, ela volta a se distanciar. Encontramos uma revolução onde os personagens principais lutam contra o sistema, já que acreditam que nada está correto no presente e menos ainda nos planos futuros. Voltamos a ver como Tris, Quatro, Cristina e os demais personagens, se vem envolvidos em uma revolta que decidirá se seus conhecidos e entes queridos são realmente quem eles acreditam conhecer. Todo o peso está com os protagonistas, são eles os únicos que poderão evitar o desastre ou ser parte dele.

Nesta última parte, há menos ação se compararmos ao que houve em Insurgente, onde a cada virar de página há uma nova surpresa. Convergente proporciona uma história mais centrada em explicar os motivos e coisas novas que iam formando teorias na mente do leitor e me fazia descartar algumas coisas e acreditar em outras. Acredito que de toda a série, apesar de ter me prendido a história do começo ao fim, este foi o livro que menos gostei. Isto não quer dizer que não gostei do final ou que ele é péssimo, na verdade eu achei o final justo e me conformei que as coisas tinham que acontecer da forma que aconteceram. Foi algo que deixou bem claro que como seres humanos, temos que viver a vida da melhor forma, nos entregar, desfrutar de tudo e seguir avançando. Na vida há muitos obstáculos e o que temos que fazer é superá-los e se caímos, devemos levantar e continuar. Veronica Roth nos mostra essa superação constante e nos convida a ser valentes e a entregar tudo a vida, isso foi uma das coisas que mais gostei do livro.

Se, para mim, este livro não conseguiu conquistar uma qualificação maior, isto foi devido a troca de narração, não que eu não aprecie narração dupla, o ponto é que Roth não soube dar voz ao Quatro neste livro. Em diversos momentos eu simplesmente não sabia quem estava contando a história e tinha que voltar ao começo do capítulo para saber se era ele ou Tris. Até consegui apreciar a forma como ela quis nos mostrar um Tobias que estava escondido, ele se mostrou uma pessoa mais sensível e que, ao meu ver, por conta do seu passado, tinha uma necessidade de atenção e carinho e que como forma de proteção não demonstrava isto aos demais. Ficou demonstrado que há uma fachada e que para conhecer realmente uma pessoa, é necessário muita comunicação e entendimento.

Como já mencionei, comparando com o livro anterior, este se desenrola de forma muito lenta e, em algumas ocasiões, até meio tediosa. Parece que nada acontece ou nada vai acontecer, principalmente quando se esta acostumado com a ação desenfreada da série. Mas, entendo estas pausas, afinal é impossível descobrirmos todas os segredos enquanto estamos disparando projéteis a todos os lados. 

Algo que não posso esquecer de comentar é o desenvolvimento dos personagens secundários. Principalmente o Peter, esse ser que nos demais livros é impossível não odiá-lo e aqui segue destilando seu veneno, é aberto e descobrimos mais coisas sobre ele e sobre suas convicções que realmente surpreende o leitor. Cristina continua sendo indispensável para o manejo das emoções dos protagonistas e Uriah simplesmente é genial. Quem não me convenceu foi Caleb, o irmão de Tris, mas entendo que sua relação com a protagonista foi indispensável para o livro.

Acerca do final, o que posso falar é que se eu não tivesse visto o grande spoiler, com toda certeza, teria sido extremamente surpreendente, mas em nada prejudicou a leitura, já que o desenvolvimento da conclusão realmente foi impactante. Roth deixou sua marca única, para muitos isto arruinou a história, para outros isto o fez ser melhor e especial. Eu acredito que de fato foi justo e necessário. Mas, isto não quer dizer que eu não teria amado um final menos agressivo e doloroso. Veronica Roth agora está naquela prateleira dos autores que você ama e odeia nas mesmas proporções. Ela brinca com nossas emoções até o cansaço, nos proporcionando uma trilogia cheia de mortes e mais mortes e que deixa o reflexo do que é você dar a vida por algo que acredita ser mais importante que você mesmo.

Convergente é um final de uma trilogia que surpreende e deixa esse vácuo acerca do que acontecerá no futuro, suas vidas ficam apenas em nossa imaginação. É um livro que demonstra que todos nós buscamos um futuro melhor, um mundo melhor, mas que também nos mostra que este "mundo melhor" é um conceito diferente para cada um de nós. Tris é a heroína, decidida e humana, que está em busca da verdade e que não descansará até encontrá-la.

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